Fogem as palavras e entra o sonho.
Um castelo de uma vida.
A fortaleza das minhas emoções, da minha humanidade.
Paredes que se estendem além da vista guardam nelas todos os meus segredos.
Impenetráveis, deixam-me livre; posso voar, posso correr, posso sonhar, posso amar!
Imponentes, afugentam quem me quer mal; assombram todos os que lhes estão exteriores.
Estende-se uma árvore até ao céu.
Suas folhas roçam no azul, doiradas do sol.
Sinto-me pequeno e fecho-me em mim.
Paredes mais fortes que as minhas não há.
Choro a sorrir e riu a chorar.
Sou triste, sou feliz; sou água, sou terra; sou vida, sou morte; sou eu e eu apenas sei quem sou; o que sou; como sou; onde sou; quanto sou!
Voo num éter de sentimentos, fujo, saio daqui e desapareço!
Afinal já não sou ninguém.
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Quatro pés, dois copos e um cinzeiro
Dois a brincar de deuses!
Traçando planos! Decidindo destinos! (Quais parcas!?)
Dois que por vezes se esquecem que o amanhã não está sob os seus domínios!
Dois que se esquecem que outros dois também têm poder de decisão, e lhes deve ser dado esse direito!
Dois que sonham e voam!
Dois que acreditam que o amanhã será sempre melhor!
Dois que rezam aos verdadeiros deuses para que estes lhes tragam paz!
Apenas dois humanos, imperfeitos em todas as suas perfeições!
Apenas dois que se amam e juntos aprendem a viver!
Apenas nós...
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