Que palavras estranhas para me falares.
Chocaste-me e tocaste-me,
Nem esperava que me falasses.
Mas o que me disseste foi tão estranho,
Tanto que nem te soube responder.
Queria ter-te dito tanta coisa,
Queria ter passado a noite a falar contigo.
Queria ter agarrado aquele momento e esticá-lo por horas.
Talvez tenha sido melhor assim,
Talvez tenha sido melhor não avançarmos mais,
Talvez tenha sido melhor eu não saber responder.
Pois, fossem palavras mais que palavras...
Fossem beijos e eu não deixava de te falar.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Beleza sublime
Vi-te.
De traços meigos, estavas à espera de servir mais um copo.
Sempre com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios lá satisfazias a vontade a mais um.
E, sempre que eu tinha a felicidade de ser esse um, deixava-me sonhar nesse teu rosto.
Seria eu o único a sonhar?
Tantos que te passaram à frente. Será que algum te viu?
Não creio. A tua beleza sublime parecia banal aos olhos de tantos outros.
Mas eu sonhei.
Sonhei que esse olhos olhavam para mim. Que brilhavam mais quando eu chegava perto.
Sonhei que esse sorriso não revelava apenas arrogância, mas escondia inocência.
Sonhei que cada traço que te descrevia fora desenhado apenas para mim.
Sonhei sorver o teu aroma, deixando que a tua essência pura me inundasse e me levasse a um estado hipnótico.
Sonhei o calor da tua pele a pressionar contra a minha.
Sonhei o sabor dos teus lábios divinos, melhores que ambrósia.
Sonhei-nos juntos, em eterna contemplação.
De traços meigos, estavas à espera de servir mais um copo.
Sempre com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios lá satisfazias a vontade a mais um.
E, sempre que eu tinha a felicidade de ser esse um, deixava-me sonhar nesse teu rosto.
Seria eu o único a sonhar?
Tantos que te passaram à frente. Será que algum te viu?
Não creio. A tua beleza sublime parecia banal aos olhos de tantos outros.
Mas eu sonhei.
Sonhei que esse olhos olhavam para mim. Que brilhavam mais quando eu chegava perto.
Sonhei que esse sorriso não revelava apenas arrogância, mas escondia inocência.
Sonhei que cada traço que te descrevia fora desenhado apenas para mim.
Sonhei sorver o teu aroma, deixando que a tua essência pura me inundasse e me levasse a um estado hipnótico.
Sonhei o calor da tua pele a pressionar contra a minha.
Sonhei o sabor dos teus lábios divinos, melhores que ambrósia.
Sonhei-nos juntos, em eterna contemplação.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Como posso?
Como posso eu usar palavras, já todas proferidas, e ser original?
Como posso eu exprimir uma ideia que já tantos tiveram antes de mim, e tantos mais a virão a ter, e ser único?
Cada som que emito já foi antes ouvido; a minha voz não é diferente de tantas outras.
Cada linha pintada pela minha caneta já foi antes vista; ainda não sei letras novas.
Cada tecla em que carrego já foi antes pressionada; não sou o primeiro a conhecer o teclado de cor.
Como posso eu ser original? Ser único? Distinguível de todos os que chegaram antes de mim, e de todos os que chegarão depois?
Poder-me-ia perder por pensamentos sobre esta necessidade de me distinguir. Se calhar até me deveria perder.
Não é bom que as minhas preocupações sejam as mesma de outros tantos? Não implica isso que a "humanidade" está em sintonia?
Mas como pode estar em sintonia, se não aprende consigo própria?
Dói-me perceber que não aprendi nada com os que chegaram antes. Cometi os mesmos erros que eles. Não me souberam indicar um melhor caminho a tomar. Ou então fui eu que não soube ouvir.
Mas, assim como me aconteceu, vejo que acontece o mesmo aos que chegam depois de mim. Não sabem ouvir as indicações que eu dito. Ou então sou eu que não sei ditar.
O arrogante em mim quer fazer-me acreditar que foram os anteriores a mim que não me souberam guiar, e são os posteriores a mim que não sabem ouvir. Desde que o problema não esteja em mim, estou eu bem.
Mas assusta-me esta ideia. Se a minha arrogância me isenta de qualquer culpa, então também a arrogância dos outros os isentará.
O que se tem então é: inúmeras pessoas a chegar a um ponto, tento todas passado pelos mesmos caminhos agrestes, e nenhuma tendo alguma ideia de como sair.
Tanta gente que, como eu, não soube ouvir os anteriores, por se achar tão diferente.
Mas eu não me quero apenas achar diferente. Eu quero mesmo ser diferente!!!
Quero ser diferente o suficiente para conseguir perceber o quão igual sou e aprender com os erros já cometidos por todos os outros.
Quero ser diferente o suficiente para conseguir impedir a tantos outros de entrarem pelos caminhos agrestes.
Mas como posso eu ser diferente? Como posso eu ser original?
Já ouvi todas as letras, todas as sílabas, todas as palavras, todas as frases, todos os parágrafos, todos os textos, todas as ideias.
Já ouvi tudo o que há e nada aprendi; cometo os mesmos erros, as mesmas loucuras.
Sinto-me obrigado à condição humana.
Mas quero ser original!
Como posso eu exprimir uma ideia que já tantos tiveram antes de mim, e tantos mais a virão a ter, e ser único?
Cada som que emito já foi antes ouvido; a minha voz não é diferente de tantas outras.
Cada linha pintada pela minha caneta já foi antes vista; ainda não sei letras novas.
Cada tecla em que carrego já foi antes pressionada; não sou o primeiro a conhecer o teclado de cor.
Como posso eu ser original? Ser único? Distinguível de todos os que chegaram antes de mim, e de todos os que chegarão depois?
Poder-me-ia perder por pensamentos sobre esta necessidade de me distinguir. Se calhar até me deveria perder.
Não é bom que as minhas preocupações sejam as mesma de outros tantos? Não implica isso que a "humanidade" está em sintonia?
Mas como pode estar em sintonia, se não aprende consigo própria?
Dói-me perceber que não aprendi nada com os que chegaram antes. Cometi os mesmos erros que eles. Não me souberam indicar um melhor caminho a tomar. Ou então fui eu que não soube ouvir.
Mas, assim como me aconteceu, vejo que acontece o mesmo aos que chegam depois de mim. Não sabem ouvir as indicações que eu dito. Ou então sou eu que não sei ditar.
O arrogante em mim quer fazer-me acreditar que foram os anteriores a mim que não me souberam guiar, e são os posteriores a mim que não sabem ouvir. Desde que o problema não esteja em mim, estou eu bem.
Mas assusta-me esta ideia. Se a minha arrogância me isenta de qualquer culpa, então também a arrogância dos outros os isentará.
O que se tem então é: inúmeras pessoas a chegar a um ponto, tento todas passado pelos mesmos caminhos agrestes, e nenhuma tendo alguma ideia de como sair.
Tanta gente que, como eu, não soube ouvir os anteriores, por se achar tão diferente.
Mas eu não me quero apenas achar diferente. Eu quero mesmo ser diferente!!!
Quero ser diferente o suficiente para conseguir perceber o quão igual sou e aprender com os erros já cometidos por todos os outros.
Quero ser diferente o suficiente para conseguir impedir a tantos outros de entrarem pelos caminhos agrestes.
Mas como posso eu ser diferente? Como posso eu ser original?
Já ouvi todas as letras, todas as sílabas, todas as palavras, todas as frases, todos os parágrafos, todos os textos, todas as ideias.
Já ouvi tudo o que há e nada aprendi; cometo os mesmos erros, as mesmas loucuras.
Sinto-me obrigado à condição humana.
Mas quero ser original!
segunda-feira, 14 de março de 2011
Tu
Toca-me quando eu me perco, e lembrar-me-ei quem sou em ti.
Beija-me e faz-me perder, se me queres só para ti.
Abraça-me e envolve-me com o teu corpo, e eu serei para sempre teu.
Em ti tudo é claro como um límpido lago e confuso como detritos num furacão.
Contigo tudo sei sem saber absolutamente nada.
Sinto-te e sei-te... conheço-te!
Conheço o verde dos teus olhos de tantas vezes que me perdi neles.
Conheço as curvas dos teus cabelos de tantas horas que passei nessas ondas.
Conheço os contornos do teu corpo de tantos beijos que lhes dei.
Conheço cada aroma da tua essência e o efeito hipnótico que têm sobre mim.
Conheço todas as palavras por ti proferidas e a forma como articulas cada fonema, os movimentos da tua hábil língua e doces lábios.
Mas será tudo verdade?
A tentação provocada pelas ondas de calor que emanas...
A sedução provocada pelos sensuais movimentos fluidos do teu corpo...
Perco-me na sensação que tudo não é mais que uma ilusão.
Conheço-te... sei-te e sinto-te, sejas ou não verdade.
Beija-me e faz-me perder, se me queres só para ti.
Abraça-me e envolve-me com o teu corpo, e eu serei para sempre teu.
Em ti tudo é claro como um límpido lago e confuso como detritos num furacão.
Contigo tudo sei sem saber absolutamente nada.
Sinto-te e sei-te... conheço-te!
Conheço o verde dos teus olhos de tantas vezes que me perdi neles.
Conheço as curvas dos teus cabelos de tantas horas que passei nessas ondas.
Conheço os contornos do teu corpo de tantos beijos que lhes dei.
Conheço cada aroma da tua essência e o efeito hipnótico que têm sobre mim.
Conheço todas as palavras por ti proferidas e a forma como articulas cada fonema, os movimentos da tua hábil língua e doces lábios.
Mas será tudo verdade?
A tentação provocada pelas ondas de calor que emanas...
A sedução provocada pelos sensuais movimentos fluidos do teu corpo...
Perco-me na sensação que tudo não é mais que uma ilusão.
Conheço-te... sei-te e sinto-te, sejas ou não verdade.
Subscrever:
Comentários (Atom)