Vi-te.
De traços meigos, estavas à espera de servir mais um copo.
Sempre com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios lá satisfazias a vontade a mais um.
E, sempre que eu tinha a felicidade de ser esse um, deixava-me sonhar nesse teu rosto.
Seria eu o único a sonhar?
Tantos que te passaram à frente. Será que algum te viu?
Não creio. A tua beleza sublime parecia banal aos olhos de tantos outros.
Mas eu sonhei.
Sonhei que esse olhos olhavam para mim. Que brilhavam mais quando eu chegava perto.
Sonhei que esse sorriso não revelava apenas arrogância, mas escondia inocência.
Sonhei que cada traço que te descrevia fora desenhado apenas para mim.
Sonhei sorver o teu aroma, deixando que a tua essência pura me inundasse e me levasse a um estado hipnótico.
Sonhei o calor da tua pele a pressionar contra a minha.
Sonhei o sabor dos teus lábios divinos, melhores que ambrósia.
Sonhei-nos juntos, em eterna contemplação.