Andando na rua procuro encontrar-te. Olho em meu redor e custa-me tanto ver-te. A cada tu que passa fico na esperança que seja o tu que me acompanha em meu caminho.
E como eu sou fácil!!! Ou desesperado!!!
Basta ter a percepção de uma mudança de passo tua, que logo anseio que tu sejas o tu que me falta. É nesta esperança exuberante que então sonho, vivo dentro de mim cada momento que eu e tu poderíamos ter se passássemos a ser nós. Torna-se então cada vez mais difícil passar um momento sem te ter ao lado, e de forma desajeitada tento aproximar-me mais de ti. Tento perceber quem és tu que tanto me fascinas e iludes.
Que erro estrondoso! Tu não me queres!
Mas é demasiado tarde para recuar. Ainda tento isolar-me de ti para que não me doas, mas a esperança, já inútil, ainda persiste, e ficas a doer-me cada vez mais. Não consigo perceber: Porque não podes ser tu o tu que me está destinado? Porque insistes em doer-me mesmo quando já nem te vejo a meu lado? Porquê passar por isto tudo a cada tu que passa por mim?
Como hei eu de te encontrar, ó TU que tanto amo?
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