Fogem as palavras e entra o sonho.
Um castelo de uma vida.
A fortaleza das minhas emoções, da minha humanidade.
Paredes que se estendem além da vista guardam nelas todos os meus segredos.
Impenetráveis, deixam-me livre; posso voar, posso correr, posso sonhar, posso amar!
Imponentes, afugentam quem me quer mal; assombram todos os que lhes estão exteriores.
Estende-se uma árvore até ao céu.
Suas folhas roçam no azul, doiradas do sol.
Sinto-me pequeno e fecho-me em mim.
Paredes mais fortes que as minhas não há.
Choro a sorrir e riu a chorar.
Sou triste, sou feliz; sou água, sou terra; sou vida, sou morte; sou eu e eu apenas sei quem sou; o que sou; como sou; onde sou; quanto sou!
Voo num éter de sentimentos, fujo, saio daqui e desapareço!
Afinal já não sou ninguém.
Qual Ulisses de ninguém...es alguém que partilha o torreão do castelo! pois esse outro alguém, ainda a demensia não abarcou... fala portanto com o teu tu que ainda é alguém... que mesmo que se veja como sombra de si proprio... existe.
ResponderEliminar"If a tree falls in a forest and no one is around to hear it, does it make a sound?"
ResponderEliminarFaço a mesma pergunta de forma diferente:
Se estou sozinho dentro das minhas paredes e ninguém sabe que lá estou, será que existo?
Decartes deu a resposta há muito...
ResponderEliminarse tomas consciência que existes mesmo dentro da muralha, se teces pensamentos, então mm mudo, existe nem que não seja p ti próprio... que interessa o mundo?
Muitos consideram que Descartes errou nesse pensamento. Será mais correcta a frase "Sinto, logo existo!" do que a frase "Penso, logo existo."
ResponderEliminarQuando mais me protegem as minhas muralhas, menor é a minha capacidade de sentir!
pronto já cá faltava, o Damásio... sendo que ele levanta questões bem mais profundas...
ResponderEliminarQuanto a ti, se te sentes protegido, de alguma forma estas a sentir, assim como uma possível claustrofobia que se apodere de ti, também ela te faz sentir, mas no fundo, quando o identificas é porque estás a racionalizar o teu espaço e a tua posição em relação a ele!
Agora, com a tomada de consciência, só falta pegares na picareta (se quiseres empresto-te o martelo pneumático) e abrires caminho até fora da muralha!
Mas cuidado, não uses as pedras soltas p alimentar a catapulta... porque se queres ser recebido em paz e bem acolhido no mundo, não tomes atitudes hostis, não provoques uma guerra... ha batalhas que são desnecessárias...