domingo, 1 de agosto de 2010

Adeus

Um até já; um até breve; um até logo; um até depois.
Um até sempre; um até nunca.
É um eterno adeus! É uma eterna saudade!

Vou e volto e tudo está na mesma!
Vou e volto e tudo está diferente!
Não me reconheço! Não te reconheço! Não o reconheço!
Mas eu estou eu! Mas tu estás tu! Mas ele está ele!

Que parte de nós se perdeu na viagem!? Que parte de nós nos fará mais falta quando regressarmos!?

A essas partes tudo o que eu posso dizer é adeus!

3 comentários:

  1. "...nada se perde e nada se cria, tudo se transforma" Lavoisier, foi sábio quando o disse...
    Quando voltarem serão o todo do passado gravado a ferros em vós, serão o presente gotejante à superficie e o projecto do futuro entranhado e gritante, serão todos o resultado de vós próprios...

    Como individuos, serão pedaços únicos de cada um, estilhaçados em fúria e harmonia -cravejadas um a um, em cada um.

    Quando as feridas sararem, quando absorvidos, os estilhaços permenecerão em cada um, originando esta "argamassa" de todos...em um.

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  2. Há algo que se perde na natureza humana! Perde-se para todo o sempre não sendo possível voltar a alcançar!
    A Inocência!!!
    Esta não está no resultado de nós no final da viagem! E a falta desta por vezes torna-nos insensíveis!
    Mas também a esta eu tenho de dizer Adeus!!!

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  3. A inocência é a nostalgia espelhada no orvalho matinal, que escorrega pela folha do carvalho, enraizado na experiência da sabedoria...

    a inocência é o principio para a maturidade, a algo que soltamos, é a larva que enroscamos na crisálida, para depois desabrochar esplêndida e vigorosamente colorida...

    Somos nós, nostálgicos do mundo, mas somos nós agora capazes de o sobrevoar...

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