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segunda-feira, 21 de março de 2011

Como posso?

Como posso eu usar palavras, já todas proferidas, e ser original?
Como posso eu exprimir uma ideia que já tantos tiveram antes de mim, e tantos mais a virão a ter, e ser único?

Cada som que emito já foi antes ouvido; a minha voz não é diferente de tantas outras.
Cada linha pintada pela minha caneta já foi antes vista; ainda não sei letras novas.
Cada tecla em que carrego já foi antes pressionada; não sou o primeiro a conhecer o teclado de cor.

Como posso eu ser original? Ser único? Distinguível de todos os que chegaram antes de mim, e de todos os que chegarão depois?

Poder-me-ia perder por pensamentos sobre esta necessidade de me distinguir. Se calhar até me deveria perder.
Não é bom que as minhas preocupações sejam as mesma de outros tantos? Não implica isso que a "humanidade" está em sintonia?
Mas como pode estar em sintonia, se não aprende consigo própria?
Dói-me perceber que não aprendi nada com os que chegaram antes. Cometi os mesmos erros que eles. Não me souberam indicar um melhor caminho a tomar. Ou então fui eu que não soube ouvir.
Mas, assim como me aconteceu, vejo que acontece o mesmo aos que chegam depois de mim. Não sabem ouvir as indicações que eu dito. Ou então sou eu que não sei ditar.

O arrogante em mim quer fazer-me acreditar que foram os anteriores a mim que não me souberam guiar, e são os posteriores a mim que não sabem ouvir. Desde que o problema não esteja em mim, estou eu bem.
Mas assusta-me esta ideia. Se a minha arrogância me isenta de qualquer culpa, então também a arrogância dos outros os isentará.
O que se tem então é: inúmeras pessoas a chegar a um ponto, tento todas passado pelos mesmos caminhos agrestes, e nenhuma tendo alguma ideia de como sair.
Tanta gente que, como eu, não soube ouvir os anteriores, por se achar tão diferente.

Mas eu não me quero apenas achar diferente. Eu quero mesmo ser diferente!!!
Quero ser diferente o suficiente para conseguir perceber o quão igual sou e aprender com os erros já cometidos por todos os outros.
Quero ser diferente o suficiente para conseguir impedir a tantos outros de entrarem pelos caminhos agrestes.

Mas como posso eu ser diferente? Como posso eu ser original?
Já ouvi todas as letras, todas as sílabas, todas as palavras, todas as frases, todos os parágrafos, todos os textos, todas as ideias.
Já ouvi tudo o que há e nada aprendi; cometo os mesmos erros, as mesmas loucuras.

Sinto-me obrigado à condição humana.
Mas quero ser original!

domingo, 21 de novembro de 2010

Sufoco

Triste e perdido no meio da multidão sufoco nos meus sentimentos.
Não me lembro mais do caminho de volta ao lar, ao meu canto seguro.
Dei demasiadas voltas e esqueci a direcção.
Não me revejo em ninguém que me rodeia, nem lhes conheço mais o rosto.
Já só vejo monstros sedentos de sangue.
Mas onde estou!?
Rodeado de espelhos continuo a ver os mesmos monstros.
Todos eles são projecções da minha psique retorcida.
Tornei-me nos monstros que sempre temi.
Perdi completamente o meu norte.
Sufoco em toda a porcaria que me sai pela boca e me enche as veias.
Não sei mais o que fazer; como me proteger; como me salvar.
Perdido estou e perdido permanecerei,
A apodrecer na monstruosidade do meu ser.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ansia de criar

Anseio criar algo e rever-me na minha criação!
Queria eu ter poderes tais que, com apenas uma vontade minha as partículas que me rodeiam se juntassem, criando um qualquer capricho meu.
Queria eu que esse capricho conseguisse reflectir quem sou.
Queria eu aprender-me com esse espelho único do meu ser.
Queria eu ensinar-me a andar, revendo os passos que já dei.

Queria eu crer que pudesse criar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Memórias

Dei por mim hoje em limpezas!
Não do que me rodeia, mas do que me é interior!
Deparei-me com memórias já esquecidas! Chorei o reviver de tempos há muito passados!
Memórias que voltei a guardar comigo! Memórias que fiz por apagar definitivamente!
"Há dias que marcam a alma e a vida da gente"
Seja 13 de Agosto de 1998, seja 23 e 24 de Maio de 2003, seja 1 e 7 de Julho de 2003. Ou sejam todos os outros que não têm data marcada mas que me marcaram ainda assim!
Às restantes memórias, que libertei para sempre, apenas me resta dizer Adeus!

domingo, 1 de agosto de 2010

Adeus

Um até já; um até breve; um até logo; um até depois.
Um até sempre; um até nunca.
É um eterno adeus! É uma eterna saudade!

Vou e volto e tudo está na mesma!
Vou e volto e tudo está diferente!
Não me reconheço! Não te reconheço! Não o reconheço!
Mas eu estou eu! Mas tu estás tu! Mas ele está ele!

Que parte de nós se perdeu na viagem!? Que parte de nós nos fará mais falta quando regressarmos!?

A essas partes tudo o que eu posso dizer é adeus!

sábado, 31 de julho de 2010

Castelo

Fogem as palavras e entra o sonho.
Um castelo de uma vida.
A fortaleza das minhas emoções, da minha humanidade.
Paredes que se estendem além da vista guardam nelas todos os meus segredos.
Impenetráveis, deixam-me livre; posso voar, posso correr, posso sonhar, posso amar!
Imponentes, afugentam quem me quer mal; assombram todos os que lhes estão exteriores.

Estende-se uma árvore até ao céu.
Suas folhas roçam no azul, doiradas do sol.
Sinto-me pequeno e fecho-me em mim.
Paredes mais fortes que as minhas não há.
Choro a sorrir e riu a chorar.
Sou triste, sou feliz; sou água, sou terra; sou vida, sou morte; sou eu e eu apenas sei quem sou; o que sou; como sou; onde sou; quanto sou!
Voo num éter de sentimentos, fujo, saio daqui e desapareço!
Afinal já não sou ninguém.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Nada de mais

Ando há bastante tempo para escrever algo. Na minha mente vão-se formando palavras que se transformam em frases, parágrafos, textos! Mas sobre quê?
Pensamentos sórdidos cruzam-se com pensamentos puros! Derreto-me num sorriso mas fico preso num olhar! Espalho-me o mais que consigo e sinto tudo que me rodeia, absorvo toda a sabedoria! Fraquejo a tentar juntar-me num só novamente! Mas sou um, somente e apenas um! Volta-me a força no instante em que respiro! Absorvo então apenas o eu que criei! O mundo em redor deixou de ser importante, é apenas o que existe dentro de mim, aquilo que trago para dentro a cada vez que vou lá fora!
Palavras não descrevem o que sinto! Frases não falam pelo que fraquejo! Texto não reflectem o que vivi!

terça-feira, 16 de março de 2010

Nem sei...

Não sei o que te dizer. Não sei como te falar.
Dou voltas em volta de ti... metes-me medo.
Assustas-me tanto quanto me atrais.
Mas serei eu um meio para um fim, ou poderei ser eu esse fim?
Depois de uma noite louca, cheia de coincidências, cheia de ternura, lembro uma frase: "As coincidências são o truque que Deus usa para permanecer anónimo."
Um cheiro, um toque e um beijo! Só nos falta mesmo o beijo! Tenho medo! Medo de não gostar, mas mais ainda medo de adorar! Medo de não o vir a experimentar!!!

Sei que é triste ter medo! E se calhar até nem o tenho. Se fosse fatalista, saberia que tudo o que tem de acontecer acaba por acontecer, e se não acontecer é porque não tem data marcada.
Não sendo assim tão fatalista, perco o medo por saber apenas que, aconteça o que acontecer, ninguém apaga o que passou, ninguém tira as sensações, os sentimentos, as experiências vividas! E o amanhã... só o senhor das coincidências sabe o que trará.

Afinal até pareço saber o que te dizer! Por mais que não seja agradecer-te por me deixares explorar algo em mim já há muito adormecido. E o medo fica para os inseguros, eu prefiro ficar com a certeza de amanhã!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Um sorriso e uma dor de cabeça

Num dia em que a cabeça parece rebentar de tanta dor, sinto-me sorrir! Algo novo misturado em algo já há muito conhecido!
Nem consegui perceber de onde veio, foi repentino como tudo o que conhecera antes, é aliás a sua natureza. Ainda assim novo, na forma, ou na sua integração, não sei...
Mas novo!? Talvez novo como em cíclico. A própria lua é nova a cada 28 dias, mas mesmo nova continua a ser a mesma, essa então não muda de todo! Talvez não assim tão igual a si mesmo... por mais que não seja já sou eu diferente daquele que fora no ciclo anterior! Se vejo diferente e sinto diferente então é sem sombra de dúvida diferente, por mais igual que me pareça!
Contudo é mais um dia em que não aguento a cabeça, porquê sorrir se nem a cabeça aguento!?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Teu Mundo, teu Nome

Vejo-te... mas já te vira... não me lembro onde!
Trazes-me loucura e desespero... mas não me lembro de ti... não sei de onde vens... conseguiste cegar-me!
De tantos mundos que eu percorri quando me prenderam... conseguiste ofuscar-me o teu!
Perdido termia de medo! Sozinho chorava na escuridão!
Não te conseguia tocar, não sabia quem eras, não te conseguia demover.

Luz... não percebi de onde, mas entre sombras veio luz!
Vi teu mundo e aprendi o teu nome, e com esse saber foi-se toda a loucura, abandonei todo o meu desespero!

Teu mundo é sempre uma tentação... mas conheço-o bem o suficiente para não me deixar seduzir!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Foi-se

Neste lindo estado, depois de um café e um cigarro não sei se é muito bom escrever... ou escrever-te! Os dedos percorrem o teclado de forma muito estranha, conhecem-no bem, mas ainda assim sentem-no meio estranho!
Mas tem faltado a inspiração... portanto acho que devo aproveitá-la para dizer o que à tanto me apetece dizer-te!
Tu que apenas mais um tu eras mas que mais uma vez me puseste a vibrar, não sei se de antecipação ou de estupidez natural! Tu a quem me procurara entregar mostras-te indisponível.
Que mais seria de esperar!? Sempre o mesmo ... mais uma ou menos uma vez é igual ao litro!
Mas o estranho não foi como tu me deixaste... foi por breves momentos ver na tua cara outro tu diferente de ti, mas que já sentia muita falta!
Pois foste tu quem eu em sonhos beijei pela primeira vez... será? Já não me lembro ao certo da primeira vez que te sonhei... sei sim perfeitamente o que sonhei e como me senti! Mas a cara está-me apagada... não consigo saber se eras tu! Provavelmente seria melhor que não fosses, mas não consigo ver!!!
Mas tu trais-me ... deixas-me sonhar e trais-me! Em breve serás tudo o que consigo sonhar, mas não passará de um sonho! Não, pelo menos até te livrares das condições que te restringem!

Já não sei quem és! Nunca soube teu nome e agora fugiste-me por entre pensamentos e lembranças de tempos melhores que estão por vir!!!
Que lágrima esta agora... que te leva cada vez mais longe... só para não te sentir mais...
Liberta-te e vem ter comigo!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

...

— Sem nomes! — Pediram-me.
Mas quem? Quem me pediria tal coisa?
Quem ousaria calar tudo aquilo que nos identifica?
Pouco importa agora! Não cheguei a aprender os nomes!
Ainda se os soubesse gritá-los-ia aos quatro ventos!
Não me interessa que os queiram calar.
Gritá-los-ia de peito cheio para um mundo os ouvir.
Mas não os sei! Esconderam-nos bem, e eu fiquei perdido.
Quem agora para mos contar? Não ouço ninguém a berrar!
Preciso sabê-los! Preciso! É demasiado importante.
— Mais além não poderás ir! — travaram-me.
Quem me impede? Quem me proíbe?
Quem terá força para tal?
E mais, porque me tentam impedir a todo o custo?

Qual é o mistérios dos nomes???

Não serei eu certamente o único a indagar. Outros haverá a lutar pela liberdade! Pela descoberta!
Preso encontro-me agora, fechado por todos os lados!
Nesta escuridão não sinto ninguém. Mas também não saberia por quem gritar!
— Conseguiste o que querias! — berro — Ou pelo menos assim achas tu. Nas palavras de um grande poeta:
"Não pergunto quem és, para mim isso não é importante,
Não podes fazer nada, não podes ser mais do que aquilo que te dou."
— Já me deste o suficiente. — ouço responder — Foi a tua vontade de descobri-los que te trouxe a este lugar.
Será? A sede da descoberta é suposta abrir mundos, não limitar o ar que respiramos.
Apenas a minha ignorância me poderia ter levado àquela prisão.
Lembro-me então de fechar os olhos, e assim que o faço começo a ouvi-los.
Tantos e de tantos mundos!
Repito-os um a um percorrendo cada nome, atravessando cada mundo.
Todas as paredes à minha volta começam a ruir.
Estou livre! Sei que estou livre! Sinto-o dentro de mim!
— Agora vejo-te bem. — digo-lhe calmamente — Como pudeste pensar que te tinha dado algo?
De todo não dera nada!
— Mas dou-te agora um mundo!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Acreditar ou ter Fé...

Olho o mundo à minha volta e a cada dia sou surpreendido pelo quão difícil é ter uma vida. Não me refiro, obviamente, ao sair de casa todas as manhãs e ir trabalhar para ter dinheiro nos bolsos. Refiro-me antes ao sair do trabalho e ter algo para fazer, e melhor ainda, ter alguém com quem partilhar esse algo.
Custa-me cada vez mais crer que conseguirei vir a ter uma vida. Ando cada vez mais ocupado e mais cansado para ter o tempo e a força necessários para criar algo novo. Neste mundo o acreditar vai-se desvanecendo. Até para tal se perde a força!
Contudo, sei que a única coisa que me faz levantar todos os dias é a esperança que algo novo se crie, o saber que melhores dias se aproximam, ter fé que um dia estarei a viver e a partilhar uma vida.
Sem sombra de dúvida paradoxal, não conseguir acreditar em dias felizes mas saber que eles virão.
Muito nesta existência é uma questão de facto, mas a vida será sempre uma questão de fé.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Momentos


Uma das coisas que me deixa feliz neste mundo infeliz em que vivemos é que, independentemente da enormidade de trabalho que nos põe em cima, ou da pressão que temos acumulada, ou da raiva que sentimos quando algo não corre bem, há sempre momentos como este, desprocupados, em que nos sentamos numa sanita a evacuar e tiramos uma foto ao chão com o nosso reflexo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vaca ou Cabra...

Muitas pessoas pelo mundo fora, nomeadamente da vertente gaija, acham que é ofensivo serem chamadas tanto vaca como cabra. Outras há que acham que apenas um dos animais anteriormente mencionados pode ser usado de forma ofensiva. Eu sinceramente não sei a resposta a este paradigma que assombra a humanidade dos tempos de hoje. Contudo desde pequeno que aprendi que se podia confiar no que se ouve e vê na televisão! Ya, right!!! Logo penso trazer aqui algo que elucidará a mente preocupada de muita gente.